Alessandro Garcia
Alessandro Garcia é publicitário e escritor. Digital Creative na Tribo Interactive, em São Paulo, criando para Nestlé, McDonald's, Vale, Pfizer, PayPal, entre outras. Autor de "A sordidez das pequenas coisas" (Não Editora, 2010), finalista do Prêmio Jabuti 2011 e um dos vencedores do Prêmio Fundação Biblioteca Nacional.
Homepage: http://alessandrogarcia.com
Artigos de Alessandro Garcia:
A tal da nova comunicação não é o futuro.
fev
Dar ao consumidor mais do que 30 segundos de risada.
Parece óbvio demais para ser resumido em uma sentença, mas esta é uma das formas mais sintéticas de dizer o que é, afinal, esta tal de nova comunicação.
Vamos partir de uma premissa? Uma campanha não torna a vida das pessoas melhores. Um filme engraçadinho não gera mais do que postagens em Facebook e comentários no Twitter. Geralmente de quem não tem nada a ver com o produto.
Ah, é claro: pode gerar muitos prêmios em festivais. Mas a dona Ieda só quer colocar os ingredientes certos em seu suflê de beterraba.
ShareNinguém sabe fazer um mouse
ago
Talvez o cerne do debate de Matt Ridley no TED, Quando as ideias fazem sexo seja: ninguém no mundo sabe fazer um mouse. Nem mesmo o dono de uma empresa de mouses. Existe aquele que sabe montar o plástico, programar o laser, ajustar os transistores, encaixar o trackball. Mas, pense bem: em uma linha de montagem de mouse cada um tem sua especialidade. Se for dito a qualquer um deles para fazer um mouse, do zero, serão exigidas especialidades que, com certeza não têm. E isto inclui extrair o petróleo para criar o plástico, moldar e cortar o plástico, retirar da
Publicidade comparativa no país do homem cordial
ago
Lembro muito claramente que este foi o primeiro comercial comparativo a que assisti em minha vida:
Na época, embalado não somente pela natural repercussão que comerciais da Pepsi e Coca-Cola sempre causaram, lembro muito bem – e olhe que era um moleque que ainda nem havia decidido me tornar publicitário – que as opiniões finais sobre o comercial poderiam ser resumidas em um enunciado: brasileiro não gosta de comparação.
Recordo-me de ter acompanhado alguma repercussão gerada (como qualquer comercial que estreava no intervalo do Fantástico), comentários de conhecidos, jogos de argumentos dos amigos (“Pepsi é muito doce!”, e coisas do tipo) e
O farto banquete da nova comunicação
jul
Há um novo jeito de comunicar.
E normalmente depois deste enunciado, você ouve as seguintes frases: O consumidor está no comando. O consumidor está mais informado. A marca precisa virar assunto do consumidor. É preciso ouvir o consumidor. É preciso entender às necessidades do consumidor.
Mas, e as necessidades da marca? Quem está prestando atenção a isto?
Virou regra aplicar uma série de “requisitos de existência” para todas as marcas, sejam quais forem seus produtos ou serviços: É preciso ter uma página no Facebook! É preciso uma hashtag nos Trending Topics! É preciso ter um blog! É preciso fazer um filme que “viralize”! É
O umbigo do outro nem sempre é igual ao seu
jul
Este post era para falar sobre memes.
De como, mais do que as marcas, são as pessoas que estão criando conteúdo que repercute na internet. Ou remixando conteúdo para repercurtir na internet. Eu ia citar muitos exemplos. Falar sobre o Vitinho Sou Foda, sobre Festa Duro, Brazilian Sub Zero, só para citar alguns memes brasileiros. Mas ia enumerar outros: Rebecca Black, Forever Alone, Trollface, F*ck Yea, Bed Intruder, para citar os internacionais mais conhecidos e chegar até os Gregory Brothers. Aí então eu ia me estender um tanto. Falar como estes caras são geniais, se apropriando de vídeos que estão começando
Don Draper precisa vender mais suco
jul
Uma ação realizada para um boteco descolado de São Paulo chegou à Cannes. Nela, um ator finge ser o manobrista bêbado disposto a estacionar o carro dos freqüentadores. Tudo devidamente filmado, gerando aquele case faceiro: reações indignadas dos consumidores, frases impactantes entre uma cena e outra e, ao final, é sapecada a mensagem sobre não dirigir embriagado. Levou Prata em Promo. Uma jurada não-brasileira destacou a criatividade e coerência, mas justificou o fato de não chegar a Grand Prix pelo pouco risco que envolve um negócio da dimensão de um boteco.
Justo.
Cannes 2011: confirmação de tendências OU Bauman estava certo.
jul
Ok. Cannes acabou. E o que vem agora? Compilações, apontamentos, estudos, reflexões, quotes. É aquela hora em que todo mundo pode analisar com calma os ganhadores, perceber a riqueza por trás dos trabalhos e tentar chegar a conclusões definitivas. Ao menos deste momento em que estamos, já que o que mais fascina na comunicação é que tudo muda o tempo todo. Antes de me deter um tanto sobre cases e tendências específicas, é notório perceber que, não obstante a riqueza dos diferentes projetos, um “guarda-chuva” se abre sobre todos eles de maneira muito clara – the liquid ideas – e este
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