É um desabafo, para as pessoas que conheci que não tem paixão dentro de si. Confesso, eu não sei fazer de outro jeito. Eu me envolvo emocionalmente com meus clientes. Tem vezes que brigo mais do que eles por resultados melhores. Parece que eles querem me dizer que o mercado está difícil, que o que foi conquistado foi bom para os tempos. Mas eu quero mais para eles. Eu não ganho mais por eles ganharem mais. Não tenho contrato assim. Mas quero que construam empresas fortes e que conquistem cada vez mais. Que reforcem seus times, invistam em marketing, na marca, no cliente final e no trade. Que vençam a concorrência e acima de tudo, que vençam seus medos, todos eles. Gosto de me sentir como da família. Busco o meu espaço, me insiro e tenho posição forte. Não tem dia que chego desmotivado. Chego cansado, morto, mas não desmotivado. Eu não conheço esta palavra. Sou fonte de motivação. Vendo isso com proximidade, contato, palavras e atitudes. Vendo isso na maneira que enxergo as coisas. Entregar com paixão é outra coisa.

O que eu ganhei da vida muitos ganharam mais e do melhor. Minha vida não é fácil como quase todas as demais que conheço. Não sou mais inteligente do que os demais, apesar de meu ego me dizer que sou um gênio. Mas acredito mais em mim do que em qualquer outra coisa, neste mundo ou em outros, vivo ou morto. Eu sei que ajudo muito os meus clientes. Geralmente meus contratos duram um bom tempo, não é meramente uma transação comercial. E quase sempre volto um tempo depois. Dentro destas minhas crenças, sei que o que tenho, o que construí, está longe de chegar no que sonho para mim e para os que comigo estão. Mas sei que foram decisões tomadas, firmes e corajosas, vencendo o medo e a incerteza, que asfaltaram este caminho.

Então eu os convido a injetarem mais paixão nas vidas de vocês. E tratarem cada momento como único, que na verdade é, mas com aquela sede por algo que não pode ser desperdiçado. Acreditar que o que fazes é importante e que a partir das suas entregas, da sua vontade e predisposição para fazer o trabalho que deve ser feito (job to be done), você conquistará o que quer da vida. Não importa se você é empregado, autônomo, empresário, empreendedor ou qualquer coisa. Importa que você é você. E saiba bem o que isso significa. E queira fazer a diferença para os que estão a sua volta.

Abaixo uma imagem de um roteiro de um relatório, que montei ontem com a equipe. Foram 3 horas para chegar nisso. Foram discussões, defesas de pontos de vistas, mas todos nós juntos, apaixonados em fazer o melhor, chegamos a conclusão que esta estrutura era a melhor. E sabemos que temos que entregar com paixão, e causar uma comoção na sala. Tem que ser emocional, tem que ser legendário. É alta mesmo a expectativa nossa, maior do que o do cliente. Mas no final queremos “beijos e abraços” (como colocado no ultimo post it), um obrigado sincero e um voto de confiança. Mais um pilar de referencia firmado no mercado e mais uma porta aberta, para sempre.

Imagem artistica do roteiro do relatorio

Na sequencia, coloco a introdução que fiz para o relatório que será entregue. Legendário!

 

“Há muito tempo, nascia no Arroio Grande um menino, que com 9 anos virou adulto, e teve que achar o seu tio no Rio de Janeiro. Não se sabe muito bem como foi esta caminhada até lá, mas ele encontrou o tio, virou contador, administrador, empresário e foi o homem mais rico do Brasil. Sua fortuna na época, operando 16 empresas em 7 países, era maior do que tudo o que o Império Brasileiro recolhia. Ele veio a ser conhecido como Barão de Mauá.

Quase um século depois pisava nas areias da Califórnia um jovem, sem dinheiro, mas com ambição e um título na mão: Mister Universo. Ele sonhava com este dia desde os seus 9 anos e nunca esqueceu aquela promessa. Saindo da Áustria dizimada pós-guerra, sem falar inglês e morando em uma pequena casa pobre no interior, ele se tornou, por duas vezes, Governador da Califórnia, e foi ator de cinema reconhecido mundialmente. Ele se chama Arnold Schwarzenegger.

Incrível como pessoas comuns ressignificam seus tempos, suas dificuldades, suas crenças e chegam a fazer o que era “quase” impossível. Mágico e legendário, eu diria. Suas histórias eu conto a cada convenção que faço. Talvez seja uma forma que eu criei de encorajar atos heroicos na minha audiência, visando enfrentar tempos caóticos. Mas pode ser que talvez seja para eu afirmar para mim mesmo que meus sonhos são possíveis. Quem sabe as duas coisas. Sou um sonhador que faz.

Dentro deste contexto, chega até nós uma demanda de planejar a introdução de uma marca nova no mercado brasileiro. Uma marca ainda pequena, como aqueles meninos em suas casas, presos a seus sonhos. Mas, uma marca que agora decidiu dar os seus passos no mercado e buscar o seu espaço. Fico entusiasmado com decisões corajosas. E admiro quem decide empreender com esta virtude.

Vida longa a esta marca que dá os seus passos no mercado”.

 

Façam com paixão. É mais fácil e dá mais resultado. 

Até o próximo

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Gustavo Campos

Coach comercial e Publisher do Pensador Mercadológico

www.pensadormercadologico.com.br

 

Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.

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Fontes das imagens: autor

 

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